Burnout médico: quando o esgotamento profissional vira questão ética e jurídica


O burnout deixou de ser apenas uma expressão popular para designar cansaço extremo e passou a ser reconhecido oficialmente pela Organização Mundial da Saúde (OMS), na CID-11 (QD85), como uma síndrome ocupacional ligada ao estresse crônico no trabalho.

Entre os médicos, o problema ganhou proporções alarmantes: jornadas extensas, pressão emocional, más condições de trabalho e falta de apoio institucional aumentam o risco não apenas para a saúde do profissional, mas também para sua responsabilidade ética e jurídica.

Neste artigo, vamos explicar como o burnout afeta a prática médica, quais são as repercussões em sindicâncias e processos ético-profissionais, e de que forma o médico pode se proteger.


O que é burnout médico?

O burnout é caracterizado por três elementos principais:


Dados preocupantes


Repercussões éticas e jurídicas

1. No âmbito ético (CRM)


2. Na esfera trabalhista e previdenciária


3. Na esfera civil


Como o médico pode se proteger

Medidas práticas essenciais:


O papel das instituições de saúde

Hospitais, clínicas e cooperativas têm dever legal e ético de garantir condições adequadas de trabalho.


Conclusão

O burnout médico não é fraqueza individual: é reflexo de um sistema de saúde sobrecarregado e pouco atento à saúde do profissional.

No entanto, quando o burnout não é documentado ou reconhecido, pode se transformar em risco ético e jurídico para o médico.

Por isso, além de cuidar da própria saúde, é essencial que o médico:


Cuidar de você também é uma forma de defesa profissional.

 

Já enfrentou sobrecarga ou sintomas de burnout?

No Proteção Médica 360, ajudamos médicos a entender seus direitos e a se defenderem em sindicâncias, processos e ações judiciais relacionados ao esgotamento profissional.