Violência contra médicos no pronto atendimento: o que muda com a Resolução CFM 2.444/2025

Resolução CFM 2.444/2025 cria protocolos obrigatórios contra violência a médicos. Veja desafios, prevenção e como agir após agressão.


Introdução

A violência contra médicos em pronto atendimentos cresceu de forma alarmante no Brasil. Segundo o Conselho Federal de Medicina (CFM), 12 médicos são agredidos por dia no exercício da profissão. Para enfrentar esse cenário, foi publicada a Resolução CFM nº 2.444/2025, que estabelece medidas concretas de prevenção e proteção.

Neste artigo, vamos explicar:

Os principais desafios dos médicos em pronto atendimento

Médicos que atuam em prontos-socorros enfrentam diariamente:

O que diz a Resolução CFM 2.444/2025

A nova resolução reconhece a segurança como direito do médico e impõe obrigações às unidades de saúde. Entre elas:


Medidas preventivas obrigatórias

Áreas de risco

Como prevenir a violência no plantão

Além das medidas institucionais, o médico pode adotar condutas individuais:

O que fazer em caso de agressão

Se ocorrer um episódio de violência:

Durante o ato:

Após o ato:

Em até 48h:

Perguntas frequentes (FAQ)

A unidade é obrigada a me dar suporte jurídico/psicológico após agressão?
✅ Sim. A Resolução 2.444/2025 determina que o hospital forneça apoio administrativo, jurídico e psicológico.

Sou obrigado a permanecer no setor após ameaça?
❌ Não. O médico pode solicitar transferência formal ao diretor técnico, com ciência ao CRM.

Quem deve notificar o CRM?
👉 A unidade de saúde. Mas, se ela não o fizer, o médico pode comunicar diretamente.

Conclusão

A violência contra médicos não pode ser tratada como “parte do plantão”. Com a Resolução CFM 2.444/2025, a proteção ganha força normativa e cria obrigações claras para gestores e instituições.

👉 Se você atua em pronto atendimento e enfrenta situações de risco, saiba que tem direito a condições seguras.
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