🩺 Testemunhas de Jeová e a recusa a transfusão de sangue: dilemas para médicos e hospitais


Introdução

Entre os maiores dilemas enfrentados por médicos em hospitais está a recusa de tratamento por motivos religiosos. O caso mais conhecido é o dos Testemunhas de Jeová, que, por convicção doutrinária, não aceitam transfusões de sangue — mesmo quando essa medida é vital para a preservação da vida.

Essa postura gera um verdadeiro conflito: de um lado, a autonomia do paciente e o direito constitucional à liberdade religiosa; de outro, o dever médico de salvar vidas e o risco de responsabilização em caso de omissão.

Como agir diante dessa situação? O que dizem a ética médica, os direitos do paciente e o entendimento dos tribunais?


O direito do paciente adulto

Em pacientes maiores de idade, lúcidos e capazes, prevalece a autonomia da vontade.

👉 Na prática: o médico deve registrar em prontuário a recusa expressa, preferencialmente assinada pelo paciente, garantindo que houve explicação clara dos riscos.


O direito da criança e do adolescente

O cenário muda quando o paciente é menor de idade.

👉 Assim, no caso de menores, o médico tem respaldo legal para agir em defesa da vida, mesmo contra a vontade familiar.


Direitos e deveres do médico

Para o médico, essa situação envolve riscos éticos e jurídicos.


Entendimento dos tribunais

O Judiciário brasileiro tem firmado alguns parâmetros:


Orientações práticas para médicos e hospitais


Conclusão

O atendimento a Testemunhas de Jeová exige equilíbrio entre ética, técnica e respeito à lei.

🧠 Para o médico, o caminho seguro é sempre documentar, respeitar a autonomia dentro dos limites legais e, em situações de conflito, acionar o Judiciário.